quinta-feira, 28 de junho de 2018

Encontro 04 (Dia 30/06) - O Golpe de 2016 e seus desdobramentos na educação brasileira

Encontro 04

O Golpe de 2016 e seus desdobramentos na educação brasileira

Profa. Lúcia de Fátima Valente
Fernando Henrique dos Santos


Resumo do encontro: A presente apresentação tem como objetivo analisar de forma panorâmica o contexto histórico do Golpe de 2016 e seus desdobramentos no processo de sucateamento da educação básica pública brasileira. Para tal finalidade realiza uma pesquisa bibliográfica a partir de estudiosos do campo da educação que analisaram o tema e análise documental especificamente da proposta do Partido do Movimento Democrático Brasileiro (PMDB) intitulada “Uma ponte para o futuro” e da legislação educacional emanada do Ministério da Educação a partir de 2016.

Sugestões de leitura para aprofundar o tema:

LOMBARDI, J. Claudinei & LIMA, M. Roberto. "O Brasil republicano: uma história de golpes de Estado". In: LUCENA, Carlos; PREVITALI, Fabiane Santana; LUCENA Lurdes. A crise da democracia brasileira – Volume I –.Uberlândia: Navegando Publicações, 2017.

SANFELICE, J. Luiz. "Com o golpe de 2016, para onde caminhará a educação"? In: LUCENA, Carlos; PREVITALI, Fabiane Santana; LUCENA Lurdes. A crise da democracia brasileira – Volume I –. Uberlândia: Navegando Publicações, 2017.

SAVIANI, Demerval. "A crise política no Brasil, o golpe e o papel da educação na resistência e na transformação". In:LUCENA, Carlos; PREVITALI, Fabiane Santana; LUCENA Lurdes. A crise da democracia brasileira – Volume I –.Uberlândia: Navegando Publicações, 2017.

VENCO, Selma; ASSIS, Ana Elisa S.Q. "A ponte, o golpe, a travessia e o resultado: neo 'deficientes cívicos'". In: LUCENA, Carlos; PREVITALI, Fabiane Santana; LUCENA Lurdes. A crise da democracia brasileira – Volume I –. Uberlândia: Navegando Publicações, 2017.

Uma ponte para o Futuro:
http://pmdb.org.br/wp-content/uploads/2015/10/RELEASE-TEMER_A4-28.10.15-Online.pdf

Sobre a palestrante:

Graduada em Pedagogia e Direito pela Fundação Educacional do Nordeste Mineiro - Fenord (1991 - 1997), especialista em Ética e Filosofia Política pela Universidade Federal de Uberlândia (1999), mestre e doutora em educação pela mesma universidade (2002-2011). É professora da Universidade Federal de Uberlândia, no Campus do Pontal. Foi coordenadora do Curso de Pedagogia da Facip/UFU (2012-2016). Docente do Programa de Pós-Graduação em Educação da Universidade Federal de Uberlândia (Faced) na Linha de Pesquisa Estado, Políticas e Gestão em Educação. É também diretora da Associação Nacional de Política e Administração em Educação (Anpae) - MG. Representante da Anpae no Forum Estadual de Educação de Minas Gerais (FEE-MG) Tem experiência na área de Educação, com ênfase em Educação Permanente, atuando principalmente nos seguintes temas: políticas educacionais; organização do trabalho pedagógico, direito educacional, planejamento educacional e escolar, avaliação e formação docente.

Comissão Organizadora

quarta-feira, 20 de junho de 2018

Encontro 03 (dia 23/06) - A tragédia neoliberal e as ilusões neodesenvolvimentistas

ENCONTRO 03

A tragédia neoliberal e as ilusões neodesenvolvimentistas

Profa. Marisa Silva Amaral


Resumo do encontro: O objetivo desta mesa é abordar, com base na experiência brasileira e nas determinações da economia mundial, as diferenças e proximidades entre os modelos neoliberal e neodesenvolvimentista. Para tanto, pretende-se resgatar os elementos centrais, as contradições inerentes e o desmonte gradual do modelo de crescimento econômico adotado durante os governos do PT, apontando para como se organizou o ambiente que fomentou os discursos pró impeachment de Dilma Rousseff. Pretende-se também tratar dos interesses econômicos por detrás do processo de impedimento e analisar o novo modelo de crescimento implementado pelo governo ilegítimo e a quem serve esse novo modelo.

Sugestões de leitura para aprofundar o tema:

BASTOS, Pedro Paulo Zahluth. "Ascensão e crise do governo Dilma Rousseff e o Golpe de 2016: poder estrutural, contradição e ideologia". Revista de Economia Contemporânea, número especial, 2017. (http://www.scielo.br/pdf/rec/v21n2/1415-9848-rec-21-02-e172129.pdf).

CARCANHOLO, Marcelo Dias. “Neoconservadorismo com roupagem alternativa: a Nova Cepal dentro do Consenso de Washington”. In: Revista Análise Econômica, ano 26, n. 49, pp. 133-161, Porto Alegre, março, 2008. 

PAULANI, Leda Maria. “A Inserção da Economia Brasileira no Cenário Mundial: uma reflexão sobre a situação atual à luz da história”. In: Boletim de Economia Política Internacional, n. 10, abr./jun., pp. 89-102. Brasília: IPEA, 2012.

Os textos grifados podem ser baixados clicando sobre os títulos.

Sobre a palestrante:

A Professora Marisa Silva Amaral possui graduação (2000-2003) e mestrado (2004-2006) em Economia pela Universidade Federal de Uberlândia (IE/UFU) e doutorado (2008-2012) em Economia do Desenvolvimento pela Universidade de São Paulo (IPE-FEA/USP), com especialização (2010-2011) na School of Oriental and African Studies (SOAS) da Universidade de Londres (Reino Unido). Atualmente é professora adjunta do Instituto de Economia da Universidade Federal de Uberlândia (IE/UFU). Faz parte do Grupo de Trabalho do CLACSO (2013-2016) "Crisis de la Economía Mundial Capitalista. Determinantes, desafíos y salidas desde una versión crítica y alternativa en América Latina y el Caribe", é coordenadora do Grupo de Pesquisa Estudos do Desenvolvimento Dependente - GPEDD (UFU), cadastrado no DGP-CNPq, e pesquisadora do Núcleo de História Econômica da Dependência Latino-Americana - HEDLA (UFRGS) e do Centro de Estudos de Instituições do Capitalismo Financeiro - CAFIN (USP), ambos cadastrados no DGP-CNPq. Desenvolve pesquisa na área de Economia, com ênfase em Economia Política, Economia Marxista e Desenvolvimento Econômico, tendo como principais temas de interesse: imperialismo, dependência, neoliberalismo, financeirização, economia brasileira e América Latina.

Comissão Organizadora.

terça-feira, 5 de junho de 2018

Encontro 01 (dia 09/06) - "O presidencialismo de coalizão e a crise: a deterioração das relações políticas e o Golpe de 2016"

ENCONTRO 01


O presidencialismo de coalização e a crise; a deterioração das relações políticas e o Golpe de 2016

Prof. Edilson J. Gracioli


Resumo do encontro: O presidencialismo de coalizão é um dos traços mais destacados por estudiosos acerca do sistema político brasileiro, embora se possa dizer que coalizão esteja longe de ser uma exclusividade brasileira na relação entre o Executivo e o Legislativo. Há de se reconhecer, entretanto, que a perda de base parlamentar no segundo governo Dilma se mostrou uma dimensão decisiva para o golpe de Estado havido em 2016, nascido no Parlamento, sancionado pelo posicionamento do Judiciário e legitimado pelos meios de comunicação social, importantes aparelhos "privados" de hegemonia. Mas, a uma análise política da totalidade social, há também de ser reconhecer que foi no terreno da sociedade civil que nasceram as tendências consumadas com esse golpe.

Sugestões de leitura para aprofundar o tema:

ABRANCHES, Sérgio Henrique Hudson de. Presidencialismo de coalizão: o dilema institucional brasileiro. Dados – revista de ciências sociais, 31: 5-34. Rio de Janeiro, 1988.

LIMONGI, Fernando & FIGUEIREDO, Argelina. Bases institucionais do presidencialismo de coalizão. Lua Nova, 44: 81-106. São Paulo, 1988. 

Sobre o palestrante:

Prof. Titular do Instituto de Ciências Sociais da Universidade Federal de Uberlândia (INCIS/UFU). É líder dos Grupos de Pesquisa Trabalhadores, Sindicalismo e Política e Observatório do Legislativo. Integra, como pesquisador, o Núcleo de Sistema Político e Políticas Públicas (NUPP) na UFU. É autor dos livros "Privatização da CSN: da luta de classes à parceria" (Expressão Popular, 2007) e "Um caldeirão chamado CSN - resistência operária e violência militar na greve de 1988" (Edufu, 1a. ed. 1997; 2a. ed. atualizada, 2009), além de capítulos em livros e artigos. Tem experiência nas áreas de Sociologia, com ênfase em Teoria Sociológica e Sociologia do Trabalho, atuando principalmente nos seguintes temas: trabalhadores, reestruturação produtiva, sindicalismo - Brasil, capitalismo e responsabilidade social empresarial; Ciência Política, com ênfase em Teoria Política Moderna e Contemporânea, versando sobre temas como hegemonia, sociedade civil, Estado e estudos sobre o legislativo; e Economia, com ênfase em teoria marxista da dependência.

Comissão organizadora.

quinta-feira, 24 de maio de 2018

Conferência de Abertura (dia 07/06) - "Guerras Híbridas e Bombas Semióticas Midiáticas: por que aquilo deu nisso?"

CONFERÊNCIA DE ABERTURA

Guerras Híbridas e Bombas Semióticas Midiáticas: como aquilo deu nisso?

Prof. Wilson Fereira

Resumo da apresentação: Como foi possível uma ação midiática organizada ter não só desestabilizado um governo para jogar o País numa surreal crise política, mas também ter envenenado psiquicamente a esfera pública de opinião, travando o debate político racional pelo ódio e intolerância. Através da articulação dos conceitos de "Bomba Semiótica" e "Guerra Híbrida" podemos entender os momentos em que a grande mídia nacional interveio politicamente, desde o golpe militar de 1964 até os atuais movimentos táticos da Guerra Híbrida. Como se forma uma engenharia de opinião pública e as possíveis táticas de "guerrilha antimídia". Os efeitos socialmente letais daquilo das "bombas semióticas" dentro de uma guerra geopolítica mais ampla – a "Guerra Híbrida", nesse momento impactando o contínuo midiático nacional e por trás das diversas "primaveras" que rondaram o planeta nos últimos anos. E também uma avaliação das oportunidades de contra-hegemonia perdidas e a possibilidade de uma guerrilha semiótica anti-mídia. Mas, principalmente, entender: afinal, por que aquilo deu nisso?

Sugestões de leitura para aprofundar o tema:

DREIFUSS, Rene A., 1964: A Conquista do Estado, Vozes, 1981.

KORYBKO, Andrew, Hybrid Wars: The Indirect Adaptative Approach to Regime Change. Tradução disponível em: http://www.abjornalistas.org/page.php?news=5119

FERREIRA, Wilson RV, O Caos Semiótico, Livrus, 2011.

_________ "Bombas Semióticas brasileiras (2013-2016): por que aquilo deu nisso?" disponível em: http://cinegnose.blogspot.com.br/2017/07/bombas-semioticas-brasileiras-2013-2016.html

Sobre o Palestrante:

Mestre em Comunição Contemporânea (Análises em Imagem e Som) pela Universidade Anhembi Morumbi. Graduação em Jornalismo pela Universidade Católica de Santos. Jornalista, editor do blog "Cinema Secreto: Cinegnose" (http://cinegnose.blogspot.com.br) e professor na Universidade Anhembi Morumbi nas áreas de Estudos da Semiótica e Teorias da Comunicação. Colunista dos portais de notícias Luís Nassif OnLine, Jornal GGN e Revista Fórum. Pesquisador e escritor, autor de verbetes no Dicionário Crítico de Comunicação pela editora Paulus (2009), organizado pelo Prof. Dr. Ciro Marcondes Filho e dos livros O Caos Semiótico (2011) e Cinegnose (2011), lançados pela Editora Paulus de São Paulo.  Roteirista em audiovisual para EAD pelo Instituto Singularidades de São Paulo.

Comissão Organizadora.

O Brasil em transe

Nos últimos dias a situação política e econômica do país foi sacudida novamente por uma série de acontecimentos complexos e que mostram a falta de rumo do Estado brasileiro e de suas forças políticas.

O aumento dos derivados do petróleo nos últimos meses, acentuado ao longo das duas últimas semanas, vem impactando fortemente na economia brasileira, atingindo toda a cadeia produtiva e o setor de serviços. Esse descontrole mostra que um dos pilares do desenvolvimento entre os anos de 2003 e 2013 - a cadeia de petróleo e gás - vem sofrendo com uma política de desmonte que impacta diretamente em nossos vidas.

Um dos alvos principais do golpe, a Petrobrás, sob a administração privatizante de Pedro Parente, sofre com um processo de desinvestimento, cujo principal objetivo é a venda de seus ativos e, por fim, a privatização da companhia. Um do passos para essa realização é alinhar os preços de combustíveis no país à variação internacional dos preços do petróleo, o que beneficiaria os potenciais compradores e atuais acionistas. No entanto, esse esforço, até o momento feito sem impedimentos ou debates, por parte do grupo que tomou o poder, terá um preço altíssimo para a economia brasileira e seu desenvolvimento no futuro.

A população assiste atônita o que ocorre e tem dificuldade de compreender o processo. A grande mídia brasileira, seguindo seu papel de principal fiadora do Golpe de 2016, reforça a narrativa dos impostos altos sem sequer tocar na questão do desmonte da empresa. As perguntas que a grande mídia se recusa a fazer são as seguintes: a quem interessa a privatização da empresa? Qual o impacto do desmonte da Petrobras a longo prazo? Por que abrir mão do controle do petróleo como recurso estratégico para se construir o futuro do país?

Do lado dos caminhoneiros, através de seus sindicatos, se reforça o discurso setorial, sem sequer esconder a participação patronal, num movimento que lembra, guardadas as devidas proporções, a greve de caminhoneiros no Chile, que foi um dos fatores que alimentou o processo que levou  ao golpe de 1973, culminando no assassinato do presidente Salvador Allende e mergulhando o Chile na mais feroz ditadura da América Latina.

Com o país em transe - preso no processo que nos levou a uma situação em que as instituições desmoronam diante de nossos olhos (em que o poder executivo está paralisado e fragmentado, o poder legislativo se engalfinha em debates fisiológicos e o judiciário segue numa onda ativista, sem sinais de que virá a garantir a legalidade constitucional) -, é fundamental discutir como o Golpe de 2016 nos trouxe à presente situação e como a democracia pode ser resgatada no país, que agoniza a vistos olhos.

Marco Sávio
Coordenador do curso "O Golpe de 2016 e o futuro da democracia no Brasil".

sexta-feira, 18 de maio de 2018

Curso "O Golpe de 2016" - Programação do Módulo II


Módulo 02
Encontro 06:
Dia 11 de agosto, sábado
O desmonte da legislação trabalhista
Prof. Ms. Luciano Severino de Freitas (Curso de Direito – UNIPAC, Uberlândia)

Encontro 07:
Dia 18 de agosto, sábado
A conjuntura internacional do Golpe
Prof. Dr. Filipe Almeida do Prado Mendonça (Prof. Adj. do Instituto de Economia – UFU)

Encontro 08:
Dia 25 de agosto, sábado
As “Jornadas de 2013” e a captura da agenda progressista pelo conservadorismo: do MPL ao MBL
Profa. Dra. Patrícia Vieira Trópia (Profa. Adj. Instituto de Ciências Sociais – UFU)
Prof. Dr. Jiani Fernando Langaro (Prof. Adj.  Faculdade de História - UFG)

Encontro 09:
Dia 01 de setembro, sábado
A questão jurídico-penal do processo de impeachment de Dilma Rousseff
Prof. Dr. Helvécio D. de Oliveira Cunha (Prof. Adj. Faculdade de Direito – UFU)


Comissão Organizadora

Curso "O Golpe de 2016" - Programação do Módulo I


Módulo 01
Conferência de Abertura:
Dia 07 de junho, quinta-feira
Guerras Híbridas e Bombas Semióticas midiáticas: por que aquilo deu nisso?
Responsável: Prof. Ms. Wilson Ferreira (Editor do Blog Cinegnose – Prof. Universidade Anhembi-Morumbi – SP).

Encontro 01:
Dia 09 de junho, sábado
O presidencialismo de coalização e crise: a deterioração das relações políticas e o Golpe de 2016
Responsável: Prof. Dr. Edilson Graciolli (Prof. Tit. do Instituto de Ciências Sociais – UFU)

Encontro 02:
Dia 16 de junho, sábado
Por que golpe midiático? Uma análise comparativa das coberturas jornalísticas da Rede Globo e da TV Brasil sobre o processo de impeachment de Dilma Rousseff
Responsável: Prof. Dr. Wellington Amarante (Prof. Adj. do Curso de História – UFT)

Encontro 03:
Dia 23 de junho, sábado
A tragédia neoliberal e as ilusões neodesenvolvimentistas
Profa. Dra. Marisa Silva Amaral (Prof. Adj. do Instituto de Economia – UFU)

Encontro 04:
Dia 30 de junho, sábado
O desmonte das políticas públicas educacionais no pós-Golpe
Profa.  Dra. Lúcia Valente (Profa. Assoc. Curso de Pedagogia – ICH/UFU)
Fernando Henrique dos Santos (Mestrando FACED-UFU)

Encontro 05:
Dia 07 de julho, sábado
A Justiça de Transição e o Estado de Exceção permanente
Prof. Ms. Murilo Naves Amaral (Curso de Direito – Faculdade Pitágoras, Uberlândia)

Comissão Organizadora

Encontro 08 (Dia 01/09) - A questão jurídico-penal do processo de impeachment de Dilma Rousseff

Encontro 08 A questão jurídico-penal do processo de impeachment de Dilma Rousseff Resumo do Encontro:  Em nosso encontro de encer...